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Mostrando postagens com marcador mãe. Mostrar todas as postagens
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sábado, 28 de janeiro de 2012

(B)Log de Viagem!



Estou fazendo com minha família uma viagem que há muito tempo desejava e não conseguia realizar. Há vários anos não conseguia retornar ao Rio Grande do Sul pra ver a meus parentes, e agora estou aqui. Estão reservados alguns dias para Serafina Corrêa e outros para Jaguarão. São duas cidades que, além de guardarem um pedaço do meu coração, tem uma série de outros predicados que faço questão de apresentar.

Com pouco acesso à Internet, acredito não poder postar todos os dias. Sendo assim, vou pular o dia que passamos em Porto Alegre (até porque foi pouco tempo) e vou direto pra Serafina Corrêa, onde fiz com minha filhota uma linda sessão de fotos e diversos passeios muito agradáveis.
Estamos aproveitando pra mostrar pra minha filha um gostinho da vida em cidade pequena, do ambiente rural, essas coisas. Bom, vou deixar as fotos falarem por elas mesmas.

Contato extremo com a natureza!

Arquitetura típica da colonização italiana no Brasil.
Capelinha fofa, né?

Minha pescadora... Pegou uns 12 peixinhos!

Visitando a escola rural de Serafina

Minha filhota "batizou" essa terneira de 20 dias com o nome de Lilica.

Ela amou brincar com brita. Escalou, escorregou e até jogou pro alto!

Uma das maiores diversões: servir um banquete pras galinhas,
pros patos,  pros  gansos e outras aves  domesticadas.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Misturando Blog Retrô com desafio do 7 mesmo sem convite...

Esse 7 de nuvem saiu daqui. Clique e
aproveite pra conhecer um pouco
mais sobre esse número...

Queria enviar mais uma postagem para o Blog Retrô 2011, dessa vez, do meu blog mais "menininha". Aproveitando que a formatação é livre, resolvi encarar o desafio do 7 que vi no blog da Fernanda Reali. Tudo bem, não fui convidada (até porque minhas atividades em blog começaram pra valer este ano, acho que ainda nem deu tempo de estabelecer uma boa rede), mas achei a idéia tão interessante que resolvi adotar o formato.

Então, fiz minha modesta seleção.

1. o post mais BONITO - ou pelo menos, um dos que mais me emocionou - foi o que escrevi pelo falecimento do meu sogro. Apesar de já ter perdido dois avós e mais algumas pessoas queridas na estrada da vida, acho que nunca tinha visto a morte tão de perto. Isso me impressionou e rendeu esse texto.

2. o post mais POPULAR - um dos mais populares, até agora tem sido o da festa da Alice, um dos mais completos de aniversário que postei. Logo depois, mas crescendo bem, vem o de Barbie Moda e Magia, que fiz pra minha filhota. Geeeente, como as meninas (ou as mães) gostam desse tema. A torre Eiffel é um dos itens mais populares do meu blog. Sempre aparece umas buscas do Google atrás dela.

3. o post que gerou mais CONTROVÉRSIA - esse post não gerou propriamente controvérsia, mas notei que, por muito pouco, esse não seria o lugar dele. Foi Rouca, Surda e com o Pescoço Doendo que me fez perceber a necessidade de um blog só pra falar de Heavy Metal carioca e coisas afins (Rio de Metal)... Ou seja, controverso é o post, coitado! Mas eu gosto dele...

4. o post que AJUDOU mais gente - não sei se tem um específico, mas sempre coloco algumas coisinhas que aprendo de Autocad, Sketchup e outras ferramentas de desenho em computador. Sabe aqueles macetes que a gente só aprende fazendo? Então? Um deles está explicado no post como girar texturas no Sketchup.

5. o post cujo SUCESSO te surpreendeu - o do primeiro quarto da minha filhota. Coloquei-o em uma blogagem coletiva e recebi vários comentários, fiquei muito feliz!

6. o post que não recebeu a ATENÇÃO que deveria - o post sobre uma visita técnica que fiz à região portuária do Rio de Janeiro. Fiquei verdadeiramente emocionada ao conhecer aquele pedacinho de história, que em breve, se tudo der certo, receberá merecida consideração do poder público e reconhecimentos quem mora na cidade.

7. o post de que você tem mais ORGULHO - gostei muito de escrever esse post sobre trabalhar e ser mãe. Por pouco, não rendeu uma entrevista na revista Crescer. Mas quando mandei meus telefones pra jornalista e como era a minha rotina, acho que ela desistiu de mim... Rs!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sobre trabalhar e ser mãe...


Quando era pequena, ouvia a pergunta: o que você quer ser quando crescer? E eu respondia: bailarina, professora, estilista. Sempre alguma coisa que não envolvia cuidar da casa, dos filhos, da família.
Meu marido diz que as mulheres da minha geração foram criadas para serem homens de saia. De início, ficava irritada, mas... Quer saber? Com o tempo, fui vendo que ele tem razão.
Minha mãe dedicou e ainda dedica sua vida ao lar. E não é tarefa fácil. Pela manhã, enquanto minha filhinha está na escola, ela faz compras no mercado ou na feira, prepara o almoço e arruma alguma coisa em casa antes da hora de buscar minha filha na escola.
Fiquei fazendo isso por dois anos e sei o quanto já se está cansada logo pela manhã.
Depois de almoçar e garantir que a pequena está alimentada, é hora de cuidar de sua higiene e colocá-la na cama. No caso da minha filha, isso é uma luta, já que ela não gosta de dormir.
Quero dizer, não gosta de começar a dormir. Uma vez que ela pega no sono, fazê-la acordar no horário passa a ser uma missão ainda mais difícil que fazê-la dormir. E ela tem atividades à tarde, que duram só meia hora, então, quando chega atrasada, perde quase tudo.
E eu? Bom, dou uma mamadeira (Xiii, confessei!) para minha filha, enquanto ela ainda está meio dormindo, meio acordada, me visto, tomo meu café da manhã, visto a baixinha e pego um táxi para levá-la à escola. Acabou minha manhã como mãe. Aí, vou passar um dia inteiro dedicada a relatórios, projetos, tratamento de imagens, maquetes eletrônicas, reuniões... Enfim, "vida de homem".
Só vou ver minha filha de novo à noite, minha mãe já está exaurida pelas exigências de cuidar de uma criança pequena e cheia de atividades.
Às vezes, consigo dar banho nela. Normalmente, isso acontece nos dias de natação, pois a coloquei de propósito em um horário que coincidia com minha saída do trabalho. Quase sempre, sirvo seu jantar, já preparado pela minha santa mãe. Que seria de mim sem ela?
Já contei que além de passar toda a tarde com minha filha, é ela quem nos deixa de volta em casa, de carro? Pois é. Minha consciência pesa. Tenho pedido para voltar mais cedo para casa, inclusive, numa tentativa de conviver um pouco mais com minha filha, deixando minha mãe com mais algumas horinhas de liberdade.
No trajeto, fico contabilizando as horas que gasto no trabalho, as horas que fico com a minha filha e as horas que minha mãe fica com ela. Fico aliviada por constatar que, contando o fim-de-semana, passo três (!) horas a mais com ela do que minha mãe, de acordo com minha planilha mental. Mas logo me entristece saber que passo mais tempo no trabalho que com o meu tesouro.
Não tenho dúvidas de que minha filha é a pessoa que mais amo na vida. Mas tenho que confessar: quando voltei ao mercado de trabalho, retomei também uma série de atividades que há dois anos estavam esquecidas, como a ginástica, massagem, almoços em restaurantes do Centro... Fora o convívio com adultos, que por um bom tempo (e um bom motivo) tinha sido abandonado. Voltar a trabalhar enriqueceu minha vida pessoal. Está sendo bom para mim... E nem falei do dinheiro na conta!
Minha mãe fica orgulhosa de me ver progredindo e quando penso em ficar em casa, me incentiva a trabalhar. Entre louças e roupas por lavar, trajetos de carro e barriga no fogão, me encoraja: "você estudou tanto... Qualquer dia, sua filha não vai mais precisar de você por perto e vai querer mais é que você fique no trabalho." E volta a desempenhar mais uma de suas intermináveis tarefas, antes de nos levar para casa e voltar sozinha.
Então abro a porta de casa, ligo a TV para a minha filha. Vou para a cozinha esquentar o jantar já pronto. Comemos juntas, assistindo seus desenhos favoritos. Brincamos um pouco e a ponho para dormir. Sozinha, vou cuidar da minha rotina de beleza. Aí eu me olho no espelho, paro e penso no dia que tivemos: mas afinal, qual é a mãe que mais trabalha, mesmo?
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