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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Pais: saibam usar Pokémon Go a seu favor!


Desde que foi lançado, esse jogo causou muita polêmica: várias foram as notícias sobre acidentes envolvendo Pokémon Go, indo desde pequenos mal-entendidos a atropelamentos e morte. Pessoalmente, não vejo motivo para tanto alarde: muitas ferramentas, eletrônicas ou não, causam desastres, esse jogo não é o primeiro... E como tudo que tem desvantagens, há vantagens também. Acho válido, no entanto, antes de falar como educar os filhos com Pokémon Go, tocar nos pontos negativos do jogo.
Dentre eles, há a questão da falta de privacidade e do tal contrato para seu uso, onde o usuário concorda em liberar dados pessoais para uso da empresa. Muitas teorias conspiratórias surgiram, como fuxicar dentro das casas das pessoas, edifícios estratégicos para obter certas informações, etc. Na boa, até eu que sou chegada a uma teoria da conspiração, achei demais.

Capturar tela com pokémon é divertido, mesmo em casa!
Sério, acho que a Niantic não deve estar nem aí
para ambientes internos como esses! Só acho...
Capturar tela com pokémon é divertido, mesmo em casa!
Se você não quiser que o Pidgey beba o seu
 refrigerante, pode desabilitar a realidade aumentada (AR)
Confesso que não investiguei isso, mas com as poucas noções de GIS que tenho, tendo a acreditar que as informações mais valiosas que a Niantic quer com o jogo são os trajetos a pé que fazemos. Isso porque ainda não vi nenhum aplicativo que capture esses dados com a riqueza de detalhes que esse jogo pode fazer. Mesmo o Google Maps, que nos dá a opção de achar caminhos a pé e por transportes públicos, o jogo da Niantic com seus pokéstops e ginásios, pode calcular a densidade e o fluxo de pessoas em determinados locais do globo. E isso tem muito valor, mesmo num mundo onde o digital parece cada vez mais importante que o real. Resumindo: sim, você está sendo seguido e suas informações estão sendo coletadas para serem vendidas. Só não era do jeito que você esperava! :P
Muitos pais devem estar preocupados com a segurança de seus filhos, pois esse jogo tem interação com o mundo real: é um elemento de distração, além de tornar a criança ou adolescente um alvo fácil para assaltantes. Mas essa desvantagem pode ser minimizada com a aplicação de uma regra simples: deixe o celular ligado no jogo, mas não o deixe exposto: guarde-o ligado dentro da mochila, no bolso do casaco e só o puxe pra fora na casa dos amigos, ou com um grande grupo de pessoas ou dentro de um estabelecimento seguro. Posto isso, dá pra fazer uma pequena lista de maneiras de usar o Pokémon Go a favor dos pais e da educação das crianças:

1. Convença-o a ir a lugares novos

Você quer muito que seu (sua) filho(a) vá com você a algum lugar e precisa de mais algum argumento? Que tal lembrá-lo que lá tem um pokéstop que ele nunca visitou? Assim, você leva a criança, ela avança no jogo e você tem a oportunidade de mostrar que o lugar não era tão chato assim...
Pegar pokémon na farmácia pode ser interessante.
"Vamos naquela farmácia que acabou de inaugurar?"
"Claro, mamãe!" :D

2. Faça-o caminhar

No Pokémon Go o jogador ganha ovos, que só podem ser chocados quando ele caminha. Se o seu (sua) filho(a) é sedentário(a), aí está a desculpa perfeita para fazê-lo se movimentar. Vale lembrar que os ovos apenas chocam quando se está em velocidade baixa, ou seja: de carro não funciona. Bora calçar uns tênis e ir passear no parque!

Faça caminhadas ao ar livre, perca peso e divirta-se!
Além de caminhar para chocar os ovos, você pode
achar belezuras como essa circulando ao ar livre.

Faça caminhadas ao ar livre, perca peso e divirta-se!
Sim, aqui perto tinha um pokéstop!
E bora caminhar com o celular ligado no jogo...

3. Faça-o divertir-se em trajetos de carro

"Mãe, a gente já chegou? Falta muito?" Quem não sente arrepios por ouvir essas perguntas a cada 5 minutos? Pois é, mesmo com o jogo percebendo que se está dentro de um carro, os pokéstops podem ser usados e há sempre pokémons diferentes pelo caminho. Deixe-o jogar durante a viagem e desfrute de um pouco de paz...

Quem dirige não pode jogar Pokémon Go, mas os passageiros sim.
Sim, sempre tem um pokémon dando sopa dentro do carro...

4. Dê-lhe um banho de cultura geral

Os pokéstops geralmente são pontos notáveis como esculturas, pinturas, prédios interessantes, museus... Aproveite-os para fazer seu (sua) pequeno(a) adquirir mais conhecimento: visite centros culturais, praças, locais com arquitetura notável. Será divertido!

Museus e obras de arte são pokéstops. Vai passear!
Quem disse que museu é chato, é porque não viu esse Onix na entrada...

5. Ensine matemática

Há muita matemática em Pokémon Go, pelo menos para crianças até a quinta série. Multiplicação, divisão, frações, números decimais e porcentagem podem ser explicados através do tema. Quer um exemplo? Saca essa lista de exercícios que eu fiz pra minha filhota.

Já pensou em ensinar matemática usando Pokémon Go?
Multiplicação, divisão e frações pode não ser tão chato
quando o tema é Pokémon Go!

6. Participe da vida da sua criança

Para que as crianças joguem Pokémon Go com segurança, é preciso que os pais façam o cadastro primeiro para depois incluir o cadastro dos filhos. Essa é a forma responsável e correta de autorizá-los a jogar. Já que você teve que se cadastrar, por que não joga também e vivencia um pouco daquilo que seu (sua) filho(a) está passando? Deixe de lado preconceitos como "adultos não participam dessas baboseiras", "tenho coisas mais sérias pra fazer" e "isso é uma perda de tempo" e brinque junto. A infância passa cada vez mais depressa, então aproveite cada minuto. É muito divertido progredir no jogo junto com a cria, poder entrar em seu universo. Solta a criança que tem dentro de você e vai junto com seu (sua) filho(a) para uma jornada pokémon!

Você pode interagir com sua criança através do jogo Pokémon Go.
Só não vale se empolgar mais do que a criança!
Fonte da imagem original: Wikimedia Commons.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Deu na bolsa

Ontem, minha bolsa estava sortida. Não tinha apenas um, mas dois objetos estranhos (digo, estranhos mesmo, daqueles que não costumam andar po ali). Um baralho e um batedor de máquina de pão.


O baralho é muito interessante, um presente que minha mãe trouxe para a minha filha numa de suas viagens recentes. Com o mesmo maço de cartas, dá para jogar de uns sete jeitos diefrentes. Fora que essas cartas da Sininho (pra mim, ela nunca se chamará Tinker Bell. Ugh!) são lindas. Coisa simples e divertida que é um baralho, não? Devia ser mais fácil encontrar os produtos da Copag para vender por aí. Talvez ele passe a não ser mais um corpo estranho na minha bolsa, e eu passe a incorporá-lo como distração rotineira para a minha menina.
Mas o que esse batedor está fazendo aí? É da minha Multi Pane. Explico: há algum tempo atrás, a forma (que falta faz o circunflexo em cima do "o") da minha máquina de pão quebrou. O anjo da guarda da casa da minha mãe levou a tal forma quebrada para a assistência técnica, com pá e tudo dentro. A forma (saudades do circunflexo) não tinha conserto, ficou esquecida por meses na casa da minha mãe, com a pá dentro. Dia desses, minha mãe resgatou a pazinha e me devolveu. E ela já passeou tanto dentro da minha bolsa...
Agora tenho duas pás. E vou aproveitar para partilhar uma receita. Quer dizer, receita não é, na verdade é menos que uma dica. É uma palavrinha sobre pães de máquina.
Gosto de trocar um dos copos-medida de farinha branca da receita tradicional por aveia em flocos finos. Uso o programa de pão de sanduíche. Fica booommmm...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Deu na bolsa

Ah, essas crianças pequenas... Sabe o que apareceu esse fim-de-semana na minha bolsa?




Pega varetas! Quem não lembra desse joguinho, também chamado de Mikado? Podia ficar horas jogando com as minhas primas. Mas no meu tempo, as varinhas eram de madeira, e hoje são de plástico. Não gostei, pois são moles, se deformam. Será que ainda vende por aí o joguinho à moda antiga? Vi na Wikipedia versões lindas, com varetas de uns 5 mm de espessura, com madeira de boa qualidade. Quero um assim!!
De qualquer forma, foi muito bom distrair minha filhota no restaurante com esse jogo. Na verdade, todos que stavam na mesa brincaram. É realmente simples e bom. Mesmo sem a vareta preta, que pode ser usada pra mexer as outras, mesmo faltando umas duas varetas de cada cor, foi divertido.
Também amei essa idéia de fazer pega-varetas de jornal. Quem sabe me animo a fazer...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Quitutes para um amante de jogos

Esse fim-de-semana, meu marido fez aniversário. Para alegrar um pouco, minha mãe e eu fizemos bolo e biscoitos. O tema? Pac Man!

  
Não são exatamente seus doces favoritos, mas realmente não daria para moldar olhos de sogra em formato de fantasminha, então, fiz os cookies. Mas estavam tão gostosos que acabaram hoje mesmo. Até ele, que costuma pegar só um ou dois, comeu vários. É que eu caprichei...
Fiz uma receita que já tinha postado aqui, biscoitos de açúcar com glacê real.
Esse foi o passo-a-passo:

Segui a receita (quase) à risca, batendo o açucar com a manteiga (na verdade, usei margarina). A textura da massa ficou muito melhor! É que, normalmente, misturo todos os ingredientes secos primeiro, e depois todos os líquidos, porque acho mais fácil. Os pedaços de chocolate também não faziam parte da receita.

Moldagem e recorte

 Como não tenho cortador com o formato dos fantasminhas do pacman, usei um em formato de tulipa e moldei o fantasma à mão, puxando um pouco daqui e dali.
"tulipas" modificadas

Arrumadinhos na forma, já começavam a se assemelhar mais com o personagem do jogo.

Fantasminhas do pac-man na forma!

Depois de assados, já crescidos, se assemelharam ainda mais aos fantasmas do Pacman. Com a cobertura de glacê, então...
Para a cobertura, usei a da receita com uma pequena modificação que deu muito certo: coloquei mel ao invés de glucose de milho. O sabor ficou bárbaro!

Confeitagem de glacê real.

E aqui, o "conjunto da obra"!
Bolo de Pac Man, biscoitos de fantasma. Hmmm!!

Mamãe efz dois recheios para o bolo: leite condensado e ameixa e abacaxi com coco. Ficou escandaloso, acabou ontem mesmo. A cobertura foi de pasta americana já tingida, da cor exata do Pac-man. Pena que a foto não faz jus... O preto foi um glacê real que não deu muito certo. Fiz com açúcar impalpável ao invés de açúcar puro, e acabou escorrendo. Mas até gostei do efeito.
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