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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Rouca, surda e com o pescoço doendo

Acho que é assim que todo metaleiro deseja se sentir ao final de um show. E é exatamente assim que estou após a noite no Teatro Odisseia, onde assisti aos shows das bandas Hicsos, Hateful Murder, Slow Death e Unmasked Brains. O show, como já mencionei em outros posts (o lado musical da família e ficou faltando esse), foi em homenagem aos 20 anos do Garage. A casa não estava cheia como deveria, mas devo registrar aqui que participar desse evento foi uma das melhores coisas que já fiz.
Para todos que estavam lá, o evento era como uma grande reunião de família. Ao contrário dos nomes das bandas, que evocam coisas tristes e pesadas, o clima era de muita amizade, companheirismo, partilha. A cada show, membros das outras bandas se ajudavam montando cenário, ajustando a bateria, emprestando materiais e aplaudindo as performances alheias sem inveja ou rivalidades. Foi lindo.
Mesmo na tal "roda de porrada" ver aquele bando de "nego brabo" era divertido. Quem não conhece, num primeiro olhar, se assusta mesmo. Mas ao ver os rostos e sua linguagem corporal logo entende que não passa de uma brincadeira. E se não fosse a cumplicidade, como um dos espectadores teria coragem de burlar a segurança e dar um mosh a partir do mezanino do teatro, até os braços de seus amigos?
É claro que todos os shows foram bons. Todos ensaiaram, se dedicaram e deram à plateia o seu melhor. Mas o maior show de todos é a atitude positiva, a amizade e o respeito. Quero ir de novo! Pra curtir aquele clima, ficar rouca, surda e com o pescoço doendo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ficou faltando esse...

Reinaldo colocou esse vídeo do Unmasked Brains pouco depois da minha postagem sobre o lado musical da família. Bom, para o acervo ficar completo, aí está!


Beijos a todos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O lado musical da família...

Quem me conhece de uns 18 anos pra cá, conhece também meu marido. Desde esse tempo, estamos juntos e há mais tempo ainda ele toca bateria, uma paixão na vida dele. Essa paixão passou para minha filha, que de vez em quando arrisca tirar um som na bateria eletrônica do pai, no bongô que ganhou da vovó, nas mesas, nos pratos (de vidro ou porcelana, o que me deixa louca!) de casa e por aí vai.
Elcio também começou assim, até que seu pai deu uma bateria pra ele parar de usar a casa como instrumento, sua mãe ficou um tempo sem falar com ele, mas depois o pôs para ter aulas com Tutty Moreno e o resto da história, os metaleiros undergrounds cariocas já sabem.
Como em setembro ele estará no palco de novo, vou postar aqui os vídeos da banda dele, Unmasked Brains.
 Esse show terá um gostinho especial, pois faz parte de uma grande comemoração dos 20 anos da lendária casa de show GARAGE ART CULT.

 
Unmasked Brains - A máquina

 
Unmasked Brains -  Life has no meaning

 
Unmasked Brains -  Controversies of the war

 
Unmasked Brains -  Numbers

 
Unmasked Brains -  The new order of disorder

É muito bom saber que o produtor e idealizador Fabio "Garage" Costa considera o Unmasked Brains uma banda importante no cenário underground carioca. Vamos prestigiar o GARAGE OLDSCHOOL! O show deles será no Teatro Odisséia, domingo, dia 18 de Setembro, começando às 17:00h.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sobre trabalhar e ser mãe...


Quando era pequena, ouvia a pergunta: o que você quer ser quando crescer? E eu respondia: bailarina, professora, estilista. Sempre alguma coisa que não envolvia cuidar da casa, dos filhos, da família.
Meu marido diz que as mulheres da minha geração foram criadas para serem homens de saia. De início, ficava irritada, mas... Quer saber? Com o tempo, fui vendo que ele tem razão.
Minha mãe dedicou e ainda dedica sua vida ao lar. E não é tarefa fácil. Pela manhã, enquanto minha filhinha está na escola, ela faz compras no mercado ou na feira, prepara o almoço e arruma alguma coisa em casa antes da hora de buscar minha filha na escola.
Fiquei fazendo isso por dois anos e sei o quanto já se está cansada logo pela manhã.
Depois de almoçar e garantir que a pequena está alimentada, é hora de cuidar de sua higiene e colocá-la na cama. No caso da minha filha, isso é uma luta, já que ela não gosta de dormir.
Quero dizer, não gosta de começar a dormir. Uma vez que ela pega no sono, fazê-la acordar no horário passa a ser uma missão ainda mais difícil que fazê-la dormir. E ela tem atividades à tarde, que duram só meia hora, então, quando chega atrasada, perde quase tudo.
E eu? Bom, dou uma mamadeira (Xiii, confessei!) para minha filha, enquanto ela ainda está meio dormindo, meio acordada, me visto, tomo meu café da manhã, visto a baixinha e pego um táxi para levá-la à escola. Acabou minha manhã como mãe. Aí, vou passar um dia inteiro dedicada a relatórios, projetos, tratamento de imagens, maquetes eletrônicas, reuniões... Enfim, "vida de homem".
Só vou ver minha filha de novo à noite, minha mãe já está exaurida pelas exigências de cuidar de uma criança pequena e cheia de atividades.
Às vezes, consigo dar banho nela. Normalmente, isso acontece nos dias de natação, pois a coloquei de propósito em um horário que coincidia com minha saída do trabalho. Quase sempre, sirvo seu jantar, já preparado pela minha santa mãe. Que seria de mim sem ela?
Já contei que além de passar toda a tarde com minha filha, é ela quem nos deixa de volta em casa, de carro? Pois é. Minha consciência pesa. Tenho pedido para voltar mais cedo para casa, inclusive, numa tentativa de conviver um pouco mais com minha filha, deixando minha mãe com mais algumas horinhas de liberdade.
No trajeto, fico contabilizando as horas que gasto no trabalho, as horas que fico com a minha filha e as horas que minha mãe fica com ela. Fico aliviada por constatar que, contando o fim-de-semana, passo três (!) horas a mais com ela do que minha mãe, de acordo com minha planilha mental. Mas logo me entristece saber que passo mais tempo no trabalho que com o meu tesouro.
Não tenho dúvidas de que minha filha é a pessoa que mais amo na vida. Mas tenho que confessar: quando voltei ao mercado de trabalho, retomei também uma série de atividades que há dois anos estavam esquecidas, como a ginástica, massagem, almoços em restaurantes do Centro... Fora o convívio com adultos, que por um bom tempo (e um bom motivo) tinha sido abandonado. Voltar a trabalhar enriqueceu minha vida pessoal. Está sendo bom para mim... E nem falei do dinheiro na conta!
Minha mãe fica orgulhosa de me ver progredindo e quando penso em ficar em casa, me incentiva a trabalhar. Entre louças e roupas por lavar, trajetos de carro e barriga no fogão, me encoraja: "você estudou tanto... Qualquer dia, sua filha não vai mais precisar de você por perto e vai querer mais é que você fique no trabalho." E volta a desempenhar mais uma de suas intermináveis tarefas, antes de nos levar para casa e voltar sozinha.
Então abro a porta de casa, ligo a TV para a minha filha. Vou para a cozinha esquentar o jantar já pronto. Comemos juntas, assistindo seus desenhos favoritos. Brincamos um pouco e a ponho para dormir. Sozinha, vou cuidar da minha rotina de beleza. Aí eu me olho no espelho, paro e penso no dia que tivemos: mas afinal, qual é a mãe que mais trabalha, mesmo?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Espirros

Gosto do jeito do Kledir escrever. Já gostava das músicas que escutava quando era pequena, uma brisa do Sul batendo aqui no Rio. Acho importante a letra da música, não só a melodia. Quando ganhamos o livro dele, O Pai Invisível, passei a admirar sua escrita em prosa, também. Um de seus posts recentes é a cara do meu marido. Quero compartilhar com vocês o Atchim dos dois...
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