Para todos que
estavam
lá, o evento era como uma grande reunião de família. Ao contrário dos
nomes das bandas, que evocam coisas tristes e pesadas, o clima era de
muita amizade,
companheirismo, partilha. A cada show, membros das outras bandas se
ajudavam
montando cenário, ajustando a bateria, emprestando materiais e
aplaudindo as
performances alheias sem inveja ou rivalidades. Foi lindo.
Mesmo na tal
"roda de porrada" ver aquele bando de "nego brabo" era
divertido. Quem não conhece, num primeiro olhar, se assusta mesmo. Mas ao ver
os rostos e sua linguagem corporal logo entende que não passa de uma
brincadeira. E se não fosse a cumplicidade, como um dos espectadores teria
coragem de burlar a segurança e dar um mosh a partir do mezanino do teatro, até
os braços de seus amigos?
É claro que todos os
shows foram bons. Todos ensaiaram, se dedicaram e deram à plateia o seu melhor.
Mas o maior show de todos é a atitude positiva, a amizade e o respeito. Quero
ir de novo! Pra curtir aquele clima, ficar rouca, surda e com o pescoço doendo.
